A nova estratégia comercial da Globo é a captação de cenas extras durante suas produções para o cinema. O objetivo é ter material suficiente para depois editar as histórias como minisséries de TV.
A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Andréa Michael e publicada na Folha desta sexta-feira (16).
Os primeiros projetos em que o sistema funcionou foram "O Bem-Amado" e "Chico Xavier". O próximo deve ser "Roque Santeiro", "e há uma grande quantidade de propostas em avaliação", diz Manoel Martins, diretor-geral de Entretenimento da emissora.
"O telespectador assistirá à mesma história, mas com uma narrativa diferenciada, porque o filme será apresentado em quatro dias e com intervalos."
Por isso, o diretor do trabalho para o cinema tem de ser o mesmo que comandará a edição da minissérie. Trabalhará para o duplo aproveitamento.
Para se ter uma ideia, o bem-sucedido "Chico Xavier", da estreia, em 2/4, até o último final de semana, foi visto por 1,4 milhão de pessoas. "Viver a Vida" só anteontem teve 38 pontos no Ibope, o que equivale a cerca de 2,2 milhões de domicílios ligados na atração na Grande SP.
Em segundo lugar, as classes C e D, fatia expressiva do público de TV, ainda não são assíduas frequentadoras das salas.

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