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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Maneco se recusa a alterar o ritmo de “Viver a Vida”




Os boatos que circulam pela internet de que “Viver a Vida” poderia ser encurtada em mais de um mês, não procedem. A emissora sequer discutiu essa possibilidade.

Fontes garantem que existe, sim, uma pressão sobre o autor para que acelere o ritmo da trama, desencadeando os dramas dos personagens principais e também algumas tramas paralelas. Porém, Manoel Carlos se recusa a fazer isso. O autor acredita que seria gastar munição desnecessária, uma vez que antes do carnaval o número de aparelhos ligados é habitualmente baixo. Ele prefere guardar as emoções para o período após a folia, alavancando assim a entrada da trama na reta final.

Embora os números de “Viver a Vida” sejam muito baixos para o horário, a cúpula da Globo não está tão preocupada assim. O mesmo mal que assola a emissora carioca também atinge a concorrência. Apesar de baixo, o ibope da novela ainda é três vezes maior que o da segunda colocada.

Por outro lado seria praticamente impossível acelerar a substituta “Passione”. A novela de Silvio de Abreu terá quase 60 capítulos gravados na região da Toscana, Itália. Como se sabe, na Europa agora é inverno. Tudo é cinzento e sombrio e não é esta a imagem que a equipe da nova trama deseja mostrar. As gravações naquele país estão previstas para o final de fevereiro.

Por enquanto, “Viver a Vida” deverá ter 209 capítulos e terminar no dia 15 de maio.

sábado, 10 de outubro de 2009

O estilo "Maneco" de escrever

Eu não sei explicar o sucesso das novelas do Manoel Carlos, mas que são chatas pra burro, isso eu acho. Não perco o meu tempo com elas. É apenas uma opinião pessoal.

De fato tenho de reconhecer que ele tem uma habilidade nata para extrair os mais profundos sentimentos do ser humano, capta a alma, independente do tema abordado. Por outro lado, exagera ao extremo na dose em detrimento da ação, do avançar da trama. E a prova de que suas novelas são vazias de tramas é aquela quantidade infindável de personagens (inclusive barrada pela Globo em Viver a Vida).

Em resumo: uma centena de persongens (alguns aparecem de 15 em 15 dias), horas e horas falando de comida, bebida, cabelo, casa, paisagem; horas e horas de bossa nova (agora introduziram Mariah Carey na trilha), um Leblon que mais parece Miami (só existem ricos e abastados), uma trupe de empregados felicíssímos que vivem sendo elogiados e rindo para as paredes, uma criança chata e insuportável (que é um péssimo exemplo para os nosso filhos), e com isso faz-se uma novela.

O que tenho reparado ultimamente é que a maioria desses grandes nomes da dramaturgia não aplicam essas técnicas de roteiro que aprendemos nos cursos e cursinhos.

Sugiro aos colegas roteiristas a assistirem um capítulo de alguma novela atentando unicamente para este detalhe: a construção de cada cena e da trama em si. Depois assistam alguma coisa escrita por Doc Comparato, por exemplo, que é um autor com conhecimento técnico. A diferença é enorme...

Logo chego à conclusão de que o fato de estarem ali, naquela posição, é apenas uma questão de oportunidade e não de conhecimento técnico.