“Amazônia”, programa que a Record estreou
neste domingo, é realmente um reality show diferente. A sua proposta parece ser
mais a de ensinar os mistérios da selva ao público do que de promover
competição entre os candidatos.
Não há eliminação, mas um sistema de pontos,
não muito bem explicado, que dará R$ 1 milhão a um deles ao final. Os doze participantes percorrem a floresta
sob o comando do ator Victor Fasano e de um “consultor ambiental”, Marcelo
Skaf.
Formado por famosos ou quase famosos dos
mundos do esporte e da mídia, o grupo parece um pouco mais calmo e comedido do
que o de programas como “A Fazenda” ou “BBB”. Ninguém gritou “uhu!!” no
primeiro episódio, mas alguns não tiveram vergonha do ridículo e abraçaram
árvores.
Excessivamente didático, o programa mais
pareceu um documentário do que um reality show. A única prova do episódio
envolveu seis participantes, que tiveram que subir numa árvore com o auxílio de
cabos previamente colocados pela produção. Ou seja, emoção zero.
Bem produzido, com imagens de excelente
qualidade, “Amazônia”, no entanto, provocou sono. Além da falta de tensão que
se esperava de um programa na selva, o apresentador Fasano comove em sua função
tanto quanto um professor de Ciências na quarta série.
Curiosamente, o programa de estreia teve
duração muito inferior à prevista. Na grade da Record, “Amazônia” deveria
permanecer no ar por uma hora, entre 0h15 e 1h15. O episódio, porém, começou
dez minutos antes da hora, o que é um desrespeito ao espectador, e terminou à
0h45. Ou seja, durou apenas 40 minutos.
Fonte: Mauricio Stycer, do UOL

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