O apresentador e líder do grupo Marcelo Tas, que havia classificado a proibição do quadro como censura, agora define o recuo da prefeitura de Barueri como “um final patético”:
– Não dá para imaginar que em 2010 a gente tenha que lutar por liberdade de expressão no Brasil. Estou aliviado pela retirada da ação, mas esse episódio é um indício de uma relação ainda primitiva com a democracia no país.
Anteontem à noite, Danilo Gentili entrevistou o prefeito de Barueri, que deu seus motivos para tentar impedir a veiculação do quadro. Porém, Marcelo Tas prefere não comenta as explicações do prefeito (“Ele explicou na língua dele”), prefere deixar que o público assista à reportagem e tire suas próprias conclusões.
– Eu recebi centenas de e-mails de cidadãos de Barueri, envergonhados com a atitude do prefeito, e trazendo outros fatos contra ele. Me parece que ele não conta com a simpatia da população. Imagino que ele tenha sofrido pressão – diz.
Segundo o apresentador, o quadro deu amplo direito de resposta, diferentemente do que alegara a juíza ao conceder a liminar à prefeitura. Já tinham sido ouvidos o secretário de Educação de Barueri, a diretora da escola e a assistente que levou a televisão doada para casa, com a conivência da diretora. Quando a TV foi retirada da casa, um alarme disparou, e Danilo Gentili já estava a postos para registrar o flagrante.
Marcelo Tas conta que outros dois televisores contendo GPS estão sendo monitorados pelo CQC. Os três aparelhos foram doados para escolas municipais de São Paulo em dezembro do ano passado.
– A TV de Barueri foi ligada em janeiro, e percebemos que não estava na escola. Sabemos a que horas o aparelho é ligado e desligado.
Para Tas, o quadro vai ser muito útil para mostrar outros casos de mau uso de recursos e a tirania de alguns prefeitos:
– É uma situação bizarra. Se estamos falando de uma cidade do interior de São Paulo, imagina o que acontece no interior do Maranhão. Por isso, temos que estar atentos e denunciar.
Com informações do JB On Line

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